Nathan colocou seu laptop na frente dele, conectado às câmeras que ele havia instalado anteriormente. Suas mãos tremeram levemente quando ele apertou o botão de ligar, olhando para o necrotério vazio do conforto de seu carro.

O coração de Nathan acelerou enquanto ele examinava as gravações. O barulho estava ficando mais alto, vindo de algum lugar do necrotério. Seus dedos tremiam enquanto ele clicava em cada câmera, esperando desesperadamente por algum sinal, algo que provasse que ele não estava apenas imaginando.

E então, em uma das telas, ele viu um movimento. A pesada porta rangeu ao se mover sozinha, centímetro a centímetro. A respiração de Nathan ficou presa. Que diabos é isso? ele pensou, com os olhos arregalados. O que ele viu em seguida o fez congelar de horror.

As pálpebras de Nathan ficaram pesadas, sua cabeça balançando com a exaustão. Depois de um turno brutal no pronto-socorro, o necrotério era o último lugar em que ele queria estar. Mas, como o enfermeiro mais jovem do Saint Luther’s, ele era sempre o primeiro a substituir o plantão – mesmo que isso significasse enfrentar seu pior pesadelo.

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O Saint Luther’s Hospital era famoso por sua falta de pessoal. Com as clínicas locais fechadas, os pacientes chegavam em massa – o dobro da carga normal. O local era uma panela de pressão e ninguém podia se dar ao luxo de descansar. O primeiro mês de Nathan tinha sido um turbilhão, mas nada o preparou para isso.

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Não havia sido uma escolha de Nathan. O Saint Luther’s foi o único hospital em um raio de 32 quilômetros que aceitou seu estágio. Na segunda semana, ele já estava preso no necrotério. Os mortos, o frio, o silêncio – era o suficiente para abalar qualquer um. Mas, como Nathan não sabia, o frio estava prestes a se tornar a menor de suas preocupações.

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Aquele tinha sido um dia típico para Nathan – pelo menos, foi o que pareceu no começo. Ele passou a manhã auxiliando os médicos na ala pediátrica, consolando pais preocupados e mantendo as crianças calmas. Tudo era rotina, um fluxo constante de pacientes e procedimentos. Nada fora do comum.

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Então, as portas do pronto-socorro se abriram. Um fluxo maciço de pacientes chegou – um acidente de carro, vários ferimentos, o caos. Nathan mal tinha tempo para respirar entre ajudar a administrar os primeiros socorros e auxiliar nas cirurgias. As horas se confundiam em um longo e exaustivo período de exaustão.

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Quando seu turno terminou, Nathan se sentia como um zumbi. Mas o necrotério estava esperando. Relutantemente, ele seguiu seu caminho pelo corredor frio e mal iluminado. Não era o trabalho mais glamouroso, mas era silencioso. E, naquele momento, Nathan desejava o silêncio mais do que qualquer outra coisa.

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Ele se sentou à escrivaninha, com as costas doendo de tanto ficar de pé e se movimentar. A sala parecia estranhamente quieta, exceto pelo zumbido das luzes fluorescentes acima. Nathan se espreguiçou, tentando se livrar do cansaço. Era apenas mais uma noite, mais uma rodada de espera.

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O serviço no necrotério não era complicado. Você se sentava, esperava, e estava pronto se alguém precisasse de equipamento ou se um novo corpo chegasse. Por enquanto, não havia nada a fazer, a não ser observar o relógio marcando lentamente. Nathan soltou um suspiro, afundando ainda mais na cadeira, com as pálpebras pesadas.

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Nathan se sentou ereto, o som do farfalhar agora era inconfundível. Não era o ar condicionado. Não era o zumbido das luzes. O movimento fraco ecoava de algum lugar no quarto. Seu coração acelerou. Ele estava sozinho no necrotério. Então, de onde vinha o barulho?

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Ele escutou atentamente, mas o som parou tão rapidamente quanto começou. O silêncio que se seguiu foi sufocante. Nathan balançou a cabeça, culpando a exaustão. “Apenas cansado”, ele murmurou para si mesmo, forçando uma risada e voltou a descansar os olhos.

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Nathan fechou os olhos novamente, deixando o cansaço tomar conta. Por um longo tempo, tudo parecia bem – calmo, pacífico, como qualquer outra noite. O zumbido das luzes, o ar frio e o silêncio eram tudo o que ele precisava para voltar a cochilar.

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Mas, então, os sons voltaram. Dessa vez, mais altos. O farfalhar era inconfundível, ecoando de algum lugar do necrotério. Os olhos de Nathan se abriram. Seu coração acelerou quando o barulho pareceu ficar mais próximo. Ele estava sozinho, não estava? Sozinho nessa sala fria e desolada.

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Ele se levantou, com a inquietação subindo por sua espinha. O som era enervante, como se estivesse se movendo ao redor dele, vindo de diferentes direções. Nathan deu um passo cauteloso à frente, examinando o espaço. A sala estava imóvel – ninguém estava lá, nenhum movimento. Tudo estava como deveria estar.

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Nathan hesitou, ainda incerto. Os sons tinham sido tão reais, tão tangíveis. Ele olhou ao redor mais uma vez, verificando as sombras nos cantos. Tudo estava no lugar, nenhum sinal de perturbação. Ele exalou bruscamente, tentando acalmar seu coração acelerado, lembrando a si mesmo que era apenas a exaustão pregando peças.

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Mas o frio no ar permaneceu enquanto ele se dirigia à porta, decidindo verificar o corredor. Estava vazio – silencioso, como sempre. O corredor se estendia diante dele, levando às salas de armazenamento e à saída. Nenhum sinal de vida, nenhum movimento. Apenas a estranha quietude do hospital à noite.

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Nathan se deteve por um momento, com a respiração superficial, antes de voltar para o necrotério. Ele trancou a porta atrás de si, o som fraco do farfalhar ainda assombrava seus ouvidos. O que quer que estivesse acontecendo, ele não conseguia explicar. Mas uma coisa era certa – ele estava sozinho nessa parte do hospital e algo não parecia certo.

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Na manhã seguinte, Nathan se arrastou de volta ao hospital, com a mente ainda pesada pelos eventos da noite anterior. Ele encontrou uma enfermeira sênior na sala de descanso e, após um momento de hesitação, decidiu mencionar sua estranha experiência.

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“Ah, talvez sua iniciação tenha começado”, disse a enfermeira com uma risada, claramente divertida. “É apenas parte do trabalho aqui no Saint Luther’s.” Ela lhe deu um olhar conhecedor, do tipo que implicava que ele logo entenderia.

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Nathan piscou os olhos, intrigado. “Iniciação? O que você quer dizer com isso?” A enfermeira deu de ombros. “As brincadeiras de São Lutero são um rito de passagem. Todo novo recruta tem que passar por isso. Coisas desaparecem, barulhos estranhos, prontuários de pacientes extraviados…” Sua voz era casual, como se ela estivesse contando a ele uma piada interna.

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A mente de Nathan começou a clarear quando ele se lembrou de sua primeira missão no necrotério. O médico que o advertiu com um sorriso: “Cuidado, o necrotério é assombrado. Você nunca sabe o que vai encontrar lá dentro” Na época, ele achou que era uma piada, apenas mais uma maneira de mexer com o novato.

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Com a garantia da enfermeira, Nathan relaxou. Era tudo parte da tradição – nada com que se preocupar. Os ruídos estranhos, as sensações inquietantes – tudo não passava de brincadeiras inofensivas destinadas a mexer com sua cabeça. Ele soltou uma risada silenciosa, percebendo que havia ficado muito nervoso na noite anterior.

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Naquela noite, Nathan entrou no necrotério com uma sensação de calma. Ele não ia deixar que as pegadinhas o perturbassem. Afinal de contas, tudo fazia parte do trabalho. Os ruídos estranhos, o farfalhar, até mesmo o silêncio assustador – ele estava preparado para isso. Ele estava pronto.

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À medida que a noite se instalava, o som familiar de um leve farfalhar ecoou no necrotério mais uma vez. Parecia que alguém estava se mexendo, o som de roupas se mexendo. Nathan fez uma pausa, com os ouvidos atentos. O som era sutil, mas inconfundível. Ele balançou a cabeça, descartando-o como outra brincadeira inofensiva.

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Fechou os olhos e se recostou na cadeira, determinado a se livrar do mal-estar. Suas pálpebras ficaram pesadas e, em pouco tempo, ele caiu em um sono leve. As horas se passaram e Nathan nem percebeu quando finalmente sucumbiu à exaustão.

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De repente, um estrondo alto quebrou a quietude. Os olhos de Nathan se abriram, seu coração disparou. Uma figura escura apareceu no painel da janela da porta, correndo em direção à saída. A forma era rápida, fugaz – nada mais do que uma sombra. A respiração de Nathan ficou presa em sua garganta, o pânico o dominou.

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Por um momento, o medo o paralisou. Sua mente se acelerou, tentando entender o que ele tinha visto. Seu corpo ficou tenso, a adrenalina inundando seu sistema. Mas então, com uma respiração trêmula, Nathan se acalmou. “Ha ha, muito engraçado pessoal”, ele disse em voz alta, tentando acalmar seus nervos.

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Ele exalou profundamente, deixando a tensão se dissipar. Era apenas mais uma pegadinha. A figura era provavelmente alguém em um uniforme escuro, brincando com ele. Nathan riu de si mesmo, tentando se livrar do medo persistente. Afinal de contas, era tudo parte da tradição. Nada mais.

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Na manhã seguinte, Nathan começou seu turno como de costume, mas algo parecia estranho. Quando ele entrou na sala de descanso, seu atendente sênior o chamou com um olhar sério. “Nathan, preciso falar com você”, disse o atendente, com um tom urgente. “Vários pacotes de kits de EPI e frascos de formaldeído estão faltando no necrotério.”

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Nathan piscou os olhos, pego de surpresa. “Faltando? O que você quer dizer com isso?”, ele perguntou, tentando parecer calmo. A carranca do atendente se aprofundou. “Eles desapareceram. E como você esteve no necrotério na semana passada, preciso saber se você viu algo incomum.”

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Nathan riu, ignorando o fato. “Oh, eu sei o que você está fazendo”, ele disse com um sorriso, pensando que era outra brincadeira. O atendente olhou para ele, confuso. “Do que você está falando?” O sorriso de Nathan se desvaneceu enquanto ele tentava disfarçar seu nervosismo.

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“Isso não faz parte da iniciação? Os barulhos estranhos no necrotério, os itens faltando… Achei que fosse apenas mais uma brincadeira” A expressão do atendente ficou mais séria. “Não, não é”, respondeu ele, sua voz firme. “Não sei do que está falando, mas esses itens estão faltando e você precisa enviar um relatório sobre isso.”

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O coração de Nathan se afundou. Ele tinha tanta certeza de que as estranhas ocorrências eram apenas parte da tradição. Mas agora, ao ouvir o tom sério de seu sênior, a dúvida começou a surgir. Ele pensou em mencionar a figura escura que tinha visto no necrotério, mas hesitou.

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Ele sabia que não podia admitir que havia adormecido e que havia sido acordado por uma sombra fugaz. A ideia de parecer louco, ou pior, um novato assustado, o manteve calado. Em vez disso, ele apenas assentiu com a cabeça, sentindo o peso da situação.

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“Vou enviar o relatório”, disse Nathan, com a voz mais suave do que antes. Enquanto se afastava, ele não conseguia afastar a sensação incômoda de que algo não estava certo. As pegadinhas, os equipamentos desaparecidos – tudo estava começando a parecer mais do que apenas uma piada.

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Nathan entrou no necrotério naquela noite, com a mente pesada com o pensamento do equipamento perdido. Ele havia tomado várias xícaras de café para mantê-lo alerta, determinado a enfrentar o que quer que estivesse acontecendo. Ele não conseguia se livrar da sensação de que algo estava errado, mas não podia deixar que o medo o controlasse.

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Quando se acomodou na cadeira, o silêncio parecia mais espesso do que o normal. O leve farfalhar, que ele havia se convencido de que fazia parte da brincadeira, começou novamente. Dessa vez, estava mais alto, mais persistente, e o ar ao redor dele parecia mais frio. Ele esfregou os braços, tentando ignorar o frio.

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Ele ouviu um barulho agudo. Uma prancheta caiu do balcão, atingindo o chão com um forte estrondo. O coração de Nathan pulou uma batida quando ele congelou, seus olhos se voltaram para a fonte do barulho. Ele se levantou, movendo-se cautelosamente em direção ao balcão, mas não havia nada – nada fora do lugar. A prancheta estava simplesmente no chão, como se tivesse caído sozinha.

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Uma sensação de desconforto se instalou mais profundamente no peito de Nathan. Ele respirou fundo e se abaixou para pegar a prancheta, tentando racionalizar o fato. Talvez tenha sido apenas um rascunho, pensou ele. Ou talvez eu tenha mexido nela sem perceber. Mas mesmo quando ele disse isso para si mesmo, o ar ao seu redor parecia errado, mais frio do que estava momentos antes.

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Ele começou a voltar ao seu assento, mas um movimento chamou sua atenção. A figura sombria apareceu novamente, perto da janela da porta. Estava mais escura dessa vez, sua forma mais definida – quase como se o estivesse observando. A respiração de Nathan ficou presa em sua garganta. Ele piscou os olhos e a figura desapareceu.

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Seu pulso acelerou. É apenas minha imaginação, ele pensou, mas não conseguia se livrar da sensação de que não estava sozinho. O necrotério, que sempre fora um lugar silencioso e estéril, agora parecia sufocante. Ele não conseguia explicar a sensação de que alguém – ou alguma coisa – o estava observando das sombras.

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A essa altura, Nathan estava tremendo, com as mãos úmidas. Ele não conseguia racionalizar tudo. Os ruídos, as sombras, a queda repentina de temperatura – tudo era demais. Ele podia sentir o pânico crescendo em seu peito. Seus pensamentos se aceleraram enquanto ele tentava raciocinar com o pânico que crescia em seu peito.

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O barulho repentino e estridente ecoou pelo corredor, agudo e chocante. O coração de Nathan acelerou quando o som reverberou pelo necrotério, mas ele não conseguiu reunir energia para verificar se era uma pegadinha ou outra coisa. Ele rapidamente enviou uma mensagem de texto para seu supervisor: Estou me sentindo mal, vou passar a noite em casa. Então, sem pensar duas vezes, pegou suas coisas e saiu.

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Nathan se revirou a noite toda, assustado demais para dormir. Os ruídos do necrotério se repetiam em sua mente, a figura sombria permanecendo em seus pensamentos. Toda vez que fechava os olhos, ele sentia o peso do silêncio frio do necrotério, e cada rangido da estrutura da cama o deixava em pânico.

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Pela manhã, ele não havia conseguido dormir. Ele se sentou na beirada da cama, olhando para o chão, repetindo os eventos em sua mente. O farfalhar, as sombras, a temperatura caindo – a noite inteira parecia errada. Não parecia uma pegadinha, mas a ideia de fantasmas era demais para suportar.

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Sua mente se debateu com o dilema: poderiam ser realmente fantasmas? A parte racional dele rejeitava isso, mas nada na noite passada parecia natural. Ele não conseguia afastar a sensação de que estava à beira de algo aterrorizante. Mas uma coisa era certa: ele não ia deixar que isso o assombrasse, não tão cedo em sua carreira.

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Naquela manhã, Nathan decidiu que não ficaria parado com medo. Ele parou em uma loja de ferragens antes de ir para o trabalho, pegando sensores de movimento, câmeras e alguns microfones para montar sua própria investigação. Ele estava determinado a chegar ao fundo do poço do que estava acontecendo naquele necrotério.

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No trabalho, durante o intervalo do almoço, Nathan instalou discretamente as câmeras e os sensores de movimento no necrotério. Ele os colocou em cantos, atrás de equipamentos, garantindo que ninguém notasse. Os sensores foram feitos para rastrear animais de estimação, mas ele imaginou que serviriam muito bem para detectar movimentos, fosse de uma pessoa ou de algo mais sinistro.

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Ele terminou a tarefa rapidamente, de olho no relógio para evitar suspeitas. Suas mãos tremiam enquanto ele ajustava as câmeras, uma mistura de medo e determinação o impulsionava. Ele não sabia o que estava prestes a descobrir, mas não podia mais viver com medo – não sem respostas.

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Naquela noite, Nathan decidiu não entrar no necrotério. Ele andou pelo corredor como em qualquer outra noite, mas em vez de se dirigir à porta, ele se virou e foi até seu carro, estacionado atrás de uma árvore perto da saída. Seu laptop estava no banco do passageiro, com a tela brilhando fracamente.

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Ele não conseguia voltar ao necrotério – não depois de tudo o que havia vivido. Parte dele achava que o que quer que estivesse assombrando o local poderia se revelar mais livremente se ele não estivesse fisicamente presente. A outra parte dele, a parte encharcada de medo, estava simplesmente apavorada demais para voltar lá dentro.

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Nathan colocou seu laptop na frente dele, conectado às câmeras que ele havia instalado anteriormente. Suas mãos tremeram levemente quando ele apertou o botão de ligar, olhando para o espaço vazio do necrotério do conforto de seu carro. Por um tempo, nada aconteceu. Apenas o silêncio de uma sala vazia, a cintilação ocasional na transmissão e a estranheza que pairava no ar.

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Talvez eu esteja exagerando, pensou Nathan, tentando acalmar seu coração acelerado. É apenas uma pegadinha, algo que eu ainda não descobri. Mas quanto mais ele observava a tela, mais suas dúvidas começavam a crescer. O necrotério parecia muito quieto, muito silencioso. Ele tinha ouvido os ruídos, visto as sombras. Mas agora… não havia nada.

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Ele se recostou em seu assento, frustrado. Talvez os fantasmas só se mostrem quando alguém está lá dentro, ele pensou. Eles não se manifestariam se eu estivesse sentado aqui como um tolo no meu carro. Ele olhou para a hora, sentindo as horas se esticarem. Ainda nada. Talvez estivesse tudo em sua cabeça. Talvez ele estivesse perseguindo sombras.

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À medida que os minutos passavam, a mente de Nathan começou a se distrair. Por que estou fazendo isso? ele pensou. Se eu realmente estiver apenas imaginando coisas, então estou perdendo meu tempo. Ele estava prestes a desistir, preparando-se para voltar para dentro quando o microfone de repente captou um som.

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O zíper. Era fraco no início, mas inconfundível – o som lento e deliberado de um zíper sendo aberto. Nathan ficou paralisado. Sua respiração ficou presa na garganta quando ele rapidamente mudou para o microfone. É isso, ele pensou. Algo está acontecendo. Seus olhos se moviam de uma câmera para outra, mas ainda assim, ele não conseguia ver o que estava fazendo o barulho.

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Então veio o som familiar do barulho. O coração de Nathan se acelerou enquanto ele procurava os feeds. O barulho estava ficando mais alto, vindo de algum lugar do necrotério. Por favor, que haja algo nessas câmeras, Nathan implorou a si mesmo. Seus dedos tremiam enquanto ele clicava em cada câmera, esperando desesperadamente por algum sinal, algo que provasse que ele não estava apenas imaginando.

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E então, em uma das telas, ele viu – o armário do necrotério se abrindo lentamente. A pesada porta rangeu ao se mover, centímetro a centímetro. A respiração de Nathan ficou presa. Que diabos é isso? ele pensou, com os olhos arregalados. O que ele viu em seguida o fez congelar de horror.

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Nathan sentiu um arrepio frio percorrer seu corpo quando viu uma figura negra rastejando para fora dos armários do necrotério. Seu pulso acelerou enquanto a figura caminhava pelo necrotério, quase se misturando com as sombras.

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Nathan observou, horrorizado, seu coração martelando no peito enquanto a figura negra se movia lentamente pelo necrotério. Ela se misturava às sombras, sua forma era quase imperceptível, mas sua presença era inegável. Seus olhos estavam grudados na tela, incapazes de desviar o olhar, mesmo quando o terror o dominava.

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Então, como se fosse uma sincronia horripilante, mais duas figuras saíram de gabinetes diferentes, com os corpos se contorcendo enquanto se moviam com uma facilidade não natural. Elas se moviam como sombras, seus movimentos eram deliberados e assustadores. Nathan sentiu sua garganta se contrair, um suor frio se formando em sua pele.

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Cada músculo do corpo de Nathan gritava para que ele se movesse, para que fizesse alguma coisa – qualquer coisa – mas ele não conseguia. Seus dedos tremiam enquanto ele pegava o telefone, sua mente gritava para que ele pedisse ajuda, mas seu corpo se recusava a obedecer. Ele estava congelado, completamente paralisado pela visão diante dele. Não conseguia desviar o olhar.

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Os movimentos das figuras eram lentos e precisos, mas cada vez que elas se moviam ou se arrastavam, o estômago de Nathan se revirava em nós. O medo que ele sentia não era apenas físico – ele estava apavorado com a impossibilidade daquilo. Ele estava vendo coisas que não poderiam ser reais, mas tudo sobre as figuras gritava que eram.

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Os segundos pareciam horas enquanto Nathan estava sentado no carro, com a tela exibindo imagens das figuras sombrias que se arrastavam pelo necrotério. Sua respiração era superficial, sua mente correndo para compreender o que estava vendo. O terror o mantinha preso ao assento, mas então algo mudou.

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Uma das figuras negras começou a se dirigir aos armários. Nathan observou, incrédulo, a figura alcançar uma das gavetas, retirando garrafas de formaldeído com um movimento lento e deliberado. Seus olhos se arregalaram em confusão. O que eles estavam fazendo? O que estava acontecendo?

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Então, para seu horror crescente, as outras duas figuras fizeram o mesmo. Eles pegaram caixas de kits de EPI, empilhando-as metodicamente, movendo-se com propósito. A visão causou uma onda de choque no cérebro de Nathan.

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O medo de Nathan se transformou em confusão. O que ele estava vendo não fazia mais sentido. As figuras não estavam assombrando o necrotério; elas estavam agindo como se tivessem um objetivo – uma intenção. Estavam reunindo ferramentas, preparando-se para partir. Nathan sentiu uma necessidade urgente de detê-los, mas não tinha ideia de como.

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Sua mente se embaralhava em busca de um plano. Ele não podia simplesmente ficar sentado ali e ver isso acontecer. Eles estavam se aproximando do corredor e a mente de Nathan entrou em ação. Ele ligou o carro e acelerou em direção à saída, com o coração acelerado enquanto estacionava o carro na horizontal para bloquear a porta.

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Assim que Nathan bloqueou a saída, o pânico o consumiu. Ele não teve tempo para pensar – apenas o instinto assumiu o controle. Ele não podia enfrentar as três figuras sozinho. Seu coração martelava em seu peito enquanto ele se esforçava para descobrir o que fazer em seguida. O único pensamento que fazia sentido era pedir ajuda.

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Ele abriu a porta do carro e correu em direção ao balcão de segurança do hospital, com a respiração saindo em pequenos suspiros. O ar frio mordia sua pele, mas nada importava, exceto conseguir alguém para ouvir. Suas pernas queimavam com a urgência de sua corrida, sua mente girava em uma névoa de medo.

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Quando finalmente chegou à sala de segurança, estava sem fôlego e seu corpo tremia. “Ali… três sombras negras… perto do necrotério…”, ele ofegou, mal conseguindo recuperar o fôlego. Suas palavras saíram em rajadas frenéticas, mas ele mesmo mal conseguia entendê-las.

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Os guardas de segurança olharam para ele, com confusão estampada em seus rostos. “Do que você está falando?”, perguntou um deles, tentando processar suas palavras. O pulso de Nathan acelerou, seu pânico aumentando. “Por favor! Apenas vá para o necrotério! Eles são sombras negras, estão roubando coisas!” Sua voz estava à beira da histeria, e o desespero ressoava em cada palavra.

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Finalmente, algo em seu pânico pareceu despertar a reação deles. Os guardas trocaram olhares e, em seguida, entraram em ação. Um deles pegou um rádio, instruindo os outros a se dirigirem ao necrotério. Nathan, ainda sem fôlego e com os olhos arregalados, seguiu-os o mais rápido que pôde, com os pés tropeçando.

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Quando chegaram ao necrotério, as figuras ainda estavam lá, movendo-se furtivamente nas sombras. Os policiais se moveram rapidamente, cercando as figuras. A tensão era grande, como uma contagem regressiva para algo inevitável. Nathan observava horrorizado, incapaz de tirar os olhos das figuras enquanto os policiais as agarravam.

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Os capuzes foram retirados, revelando algo muito pior do que qualquer homem-fantasma, vestindo roupas pretas, com seus rostos escondidos sob máscaras apertadas. Os policiais os puxaram para cima, revelando o que Nathan não esperava: os ladrões estavam escondidos no necrotério, usando sacos de cadáveres como cobertura.

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Os policiais logo descobriram a extensão de sua operação. Esses criminosos estavam se esgueirando para dentro do necrotério sob o disfarce de cadáveres, escondendo-se à vista de todos. Quando a noite caía, eles saíam dos sacos, pegando vários equipamentos do necrotério e outros suprimentos médicos, vendendo-os no mercado negro. A mente de Nathan ficou confusa. Ele pensou que estava testemunhando o sobrenatural – mas isso era muito pior do que qualquer fantasma.

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A operação estava em andamento há meses, sem ser notada por ninguém, exceto Nathan. O necrotério, isolado e raramente inspecionado, tornou-se um esconderijo perfeito para os ladrões. O hospital, sobrecarregado e com falta de pessoal, nunca pensou em questionar a falta de suprimentos. Foi só quando Nathan, com seus olhos frescos, começou a notar as anomalias.

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Por seu raciocínio rápido, Nathan foi elogiado pelo hospital. Eles reconheceram sua coragem em descobrir os roubos e o recompensaram por sua iniciativa. Mas, apesar do elogio, a verdadeira recompensa veio na forma de alívio – sabendo que ele havia enfrentado algo aterrorizante de frente e colocado um fim nisso.

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Enquanto Nathan dirigia para o trabalho no dia seguinte, uma sensação de paz tomou conta dele. O necrotério, antes cheio de pavor, não o assombrava mais. As sombras haviam se dissipado e o peso havia sido retirado. Pela primeira vez, ele se sentiu pronto para enfrentar o que viesse a seguir, sabendo que poderia lidar com isso.

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